sábado, 25 de setembro de 2010
Resident Evil 4: Recomeço - 3D
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Criação
A Origem das Espécies foi um marco para a ciência, graças a Charles Darwin foi comprovado por meios científicos a evolução das espécies caracterizando-se por uma batalha pela sobrevivência onde o mais forte passava para a próxima geração. Mas criar esse livro foi uma tarefa fácil para o cientista? Será que sua força também foi testada a ponte de ver se ele teria força de vontade para concluir uma obra tão polemica? O filme Criação (2009) baseado no livro Annie’s Box de Randal Keynes retrata os momentos da vida de Charles Darwin no processo de criação de seu famoso livro A Origem das Espécies. Com uma direção cuidadosa de Jon Amiel o filme torna-se em uma obra delicada e reflexiva, transportando-se com naturalidade para aquela época e os conflitos morais que uma publicação como esta acarretaria dentro da família do cientista.
O elenco de Criação merece destaque, Paul Bettany transfere bem para si o dilema de Charles Darwin em estar do lado da ciência e perceber que vai contra a sociedade com a fé cega que obedece sem questionar. No trailer podemos interpretar a personagem de Jennifer Connelly como a beata incurável, mas não, a interpretação de Connelly nos faz questionar os verdadeiros motivos de Emma por estar contra as ações do marido. Não é a religião, mas sim o amor dela pelo marido e a tentativa de manter a família unida que a fez ter a religião como suporte a tentar manter Darwin ao lado da Igreja. A atriz Martha West (Annie) demonstra com facilidade a maturidade que sua personagem tem para a idade, apesar de se render ao seu lado infantil em certos momentos.
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
O Psicólogo
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
O Casamento de Rachel
O Casamento de Rachel (2008) foi uma inspiração do diretor Jonathan Demme (Silêncio dos Inocentes) em fazer um filme independente, longe dos grandes orçamentos de Hollywood. O produto final envolve o público na trama dos personagens e na participação de um casamento.Kym (Anne Hathaway) é uma alcoólatra que nos últimos meses ficou em uma clínica mediante uma imposição do juiz como cumprimento de pena por dirigir bêbada e bater com o carro. Com o casamento de sua irmã Rachel (Rosemarie DeWitt), Kym é liberada para participar da comemoração. O que se segue é uma demonstração de uma série de traumas que envolvem a família e demonstra o quão prejudicial pode ser uma família que não saiba lidar com tragédias pessoais.
Anne Hathaway está bastante confortável no papel, Kym tem defeitos, mas o importante é percebemos que nenhum personagem ali merece a santificação por estar ao lado dela. A protagonista não é a vilã, demonstra tendências parasitárias, mas não é fria, demonstra ainda expressões diante de cenas emocionantes. Bill Irwin concede ao personagem Paul uma ternura de um pai preocupado em manter unida a família e o equilíbrio de atenção entre as duas filhas.
O diretor acertou ao escolher o uso da câmera subjetiva para dar um ar de filmagem caseira. Esse elemento fílmico do cotidiano oferece uma liberdade ao diretor, as câmeras, com exceção da cena inicial, podem ser julgadas como câmeras de pessoas que estão filmando o casamento. Em algumas seqüências vemos outras câmeras filmando por outros ângulos, mas isso não é considerado um erro pois os câmeras viraram personagens. Outro ponto que pode chamar a atenção são pessoas carregando vários microfones, como na seqüência do ensaio do jantar, ali percebe-se que os microfones estão sendo utilizados para captar as vozes dos outros atores enquanto o principal está com um microfone próprio.
Outra solução do diretor foi o uso da música direta, como Hitchcock, toda a trilha do filme participa da ação da trama, essa idéia tem ajuda do fato que o personagem do pai foi um músico conhecido e cheio de amigos. Portanto, a casa da família está cheia de músicos ensaiando, tocando e se divertindo. Jonathan Demme colocou uma banda para tocar em partes da casa enquanto havia cenas sendo rodadas em outros cômodos. A trilha sonora foi uma criação simultânea aos acontecimentos da história.
O grande problema do filme combina com o problema da trama, a disputa de atenção entre Rachel e Kym. O diretor não sabe se dá atenção ao casamento ou a todo desenrolar da história de Kym e seus problemas familiares, um acontecimento quebra o ritmo do outro. Quando o problema da protagonista chega ao clímax, é colocado takes longos dos preparativos do casamento, isso acontece muito perto do final. O diretor se excede ao querer mostrar todo o casamento, então ficamos lá, não suportando ver a festa e dança pois queremos saber o que acontece no final do processo de redenção familiar.
O Casamento de Rachel possui uma ótima atuação de Anne Hathaway, dá uma perspectiva cotidiana dos bastidores de um casamento integrando o público dentro dessa comemoração, além de ter um bom roteiro com interpretações realistas. Mas se você for daqueles que acham a festa de casamento um tédio é possível que você não agüente o filme até o final.
Nota: 8,5
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Especial Fúria de Titãs: Crítica de Fúria de Titãs (2010)
Fúria de Titãs (2010) só toma emprestado do original apenas a trajetória de Perseu e algumas referencias de nomes, de resto é uma verdadeira deturpação da mitologia grega. Louis Leterrier e os roteiristas Travis Beacham, Phil Hay e Matt Manfredi apropriaram-se dos mitos e monstros das lendas gregas e criaram um mundo que se encaixa perfeitamente nos planos de construção de uma seqüência.
Na trama Perseu (Sam Worthington) é um jovem que foi abandonado e encontrado por um pescador. Enquanto crescia, os humanos cada vez mais se revoltam com os Deuses que devem adorar. Até chegar ao ponto de declarar-se guerra contra as divindades do Olimpo. Contudo, para punir os humanos, Zeus (Liam Neeson) decretou a destruição de Argos pelo poderoso monstro Kraken, filho de Hades (Ralph Fiennes). O destino faz com que Perseu comande um grupo de soldados para encontrar uma arma poderosa o bastante para destruir o Titã.
O ponto principal nesse Fúria de Titãs é a visão antropocêntrica da história. Aqui o contexto histórico é o fim da adoração aos Deuses, com humanos deixando de orar e fazer sacrifícios. O fato dos Deuses dependerem das orações para aumentar ou diminuir seus poderes é coerente para a explicação do desaparecimento dos Deuses gregos na atualidade. Porém, essa mania de Hollywood
Os roteiristas também fazem uma mistura de culturas nesse novo mundo grego. Colocando assim soldados gregos juntos de Djins (gênios árabes). Tudo parte de um plano de Leterrier para constituir uma franquia.
O que foi deixado claro pela equipe é que Fúria de Titãs é um filme pipoca, um filme com muita ação e efeitos especiais. Mas mesmo afirmando isso o filme não está livre de críticas ao roteiro. O roteiro é raso, com diálogos clichês e desenvolvimento da aventura básica, com personagens também típicos de um filme de ação mediano.Ao menos os soldados possuem personalidade suficiente para serem lembrados durante o desenrolar da trama.
Com a visão antropocêntrica Perseu age de forma rebelde, sempre deixando claro que recusa seu lado divino. Essa concepção foi defendida por Sam e o diretor por passar, segundo eles, uma boa mensagem para as crianças de hoje: “se existir obstáculos na sua vida vença-os acreditando em si mesmo, não espere milagres”.
As atuações estão mecânicas e normais para um filme pipoca. Soldados estereotipados e Sam Worthington interpretando um herói revoltado sem mais nada para passar. A personagem de Gemma Arterton (Io) exagera no ar etéreo de sua história, fazendo com que sempre em suas cenas pareça distante de uma interpretação convincente. Liam Neeson não traz nada de novo a não ser um Zeus raivoso e Ralph apesar de fazer um Hades contrário da crença grega, esforça-se para deixar marcada a sua passagem no filme.
Como era de se esperar desse remake sua maior contribuição foi os efeitos especiais e criação estética visual mais caprichada do mundo grego. Ele ganha pontos com os monstros mitológicos, como a medusa, kraken e escorpiões. Mas ao criar os djins destoa do conceito mitológico grego. Ao vermos os Deuses do Olimpo, não encarem como ofensa, podemos sonhar que realmente cavaleiros do zodíaco pode ser adaptado de forma correta. Quanto ao figurino cai-se na falta de uso dos elmos dos soldados, tudo para mostrar os rostos dos atores. Além disso, pode ser interpretado como preconceito os fanáticos religiosos da história sejam aqueles com figurinos parecidos com indianos.
Fúria de Titãs consegue ser um filme de ação mediano com boas seqüências de luta com destaque para a luta contra medusa. Sua duração de 118 minutos é suficiente para o passeio no novo mundo grego “Leterriano”, o público de épicos ficou mal acostumado com filmes com mais de duas horas de duração.
Ao final do filme aqueles que conhecem o mito vão perceber a nítida mudança do fim de Perseu, mas é evidente, porque descansar se estamos na era das franquias?
Nota: 6
Rafael Sanzio
Especial Fúria de Titãs: Crítica de Fúria de Titãs (1981)
Com algumas licenças de adaptação da lenda grega de Perseu, foi criado um clássico da aventura com os efeitos especiais de Ray Harryhausen. Com uma trama simples, Fúria de Titãs dá vida a lenda de Perseu e ficou impregnada na mente de muitos fãs até hoje.
A história segue a vida de Perseu (Harry Hamlin), filho de Zeus (Laurence Olivier) com uma humana, que fica sob a proteção do pai até a maior idade. Contudo, quando o filho da Deusa Tétis (Maggie Smith) é punido por Zeus, a Deusa começa a vingança aos orgulhos humanos e ao protegido Perseu, colocando o herói no caminho de uma grande aventura para salvar a princesa Andrômeda (Ursala Andress) do sacrifício para acalmar o Titã Kraken.
O que se pode perceber pela história é que os Deuses são mais humanizados nesta versão, colocando diante de nós seres tão invejosos, vingativos e impulsivos quanto os humanos que controlam. Isso é nítido na seqüência inicial onde Zeus decide destruir uma cidade inteira pelos atos de um rei. Com a liberdade criada para estruturar a narrativa da lenda fragmentada de Perseu, o roteiro criou um elo maior entre Andrômeda e Perseu, além de apresentar o personagem Calibos (Neil McCarthy) para mostrar os destinos contrários de dois filhos dos Deuses. Um dos pontos fracos do filme é a coruja robótica Bubo, uma clara influencia de se criar um coadjuvante tão cativante quanto foi R2D2
Ainda referente a história, Perseu segue a linha do filho independente e corajoso. A época grega retratada aqui é o começo da era dos heróis mitológicos, os Deuses são temidos e adorados, não a revolta contra o divino e sim aceitação dos comandos e desmandos do Olimpo. Esse contexto transforma o Perseu mais apto a aceitar os presentes advindos dos Deuses e sua motivação é o amor que sente por Andrômeda.
A interpretação de Harry Hamlin é precária, reservando-se apenas a expressões vazias e exigências físicas. Muitas atuações são teatrais, principalmente do rei Acrísio. Destaque apenas para Burgess Meredith (Ammon) que serve de suporte para Perseu em sua jornada e ainda a performance de Flora Robson, Anna Manahan e Freda Jackson que interpretam as três bruxas.
O nome de Ray Harryhausen é a referência para efeitos especiais da época, ele que influenciou muitos cineastas famosos hoje como Steven Spielberg, James Cameron e George Lucas. Por mais que estejamos acostumados aos CGs atuais, para quem tem respeito pelo trabalho e um pouco de nostalgia o spot-motion de Ray confere uma simpatia mesmo hoje. Uma curiosidade é que o Kraken era originalmente um dragão de nome Leviatã, mas Ray optou por criar um ser de quatro braços e com um nome, ao seu ver, mais ameaçador.
Fúria de Titãs (1981) é um clássico da aventura, juntando-se as obras de Ray como Jasão e Sinbad, com um pouco mais de respeito a mitologia no qual se apropria.
Nota: 8
Rafael Sanzio
Especial Fúria de Titãs: Por que não comparar?
Não é uma briga entre os dois, precisamos ver o contexto e se realmente cada um fez o certo em seu próprio tempo. Como sempre, apresento minha opinião e vocês que decidem.








