domingo, 16 de novembro de 2008

Romance


Como é dirigido por Guel Arraes (Auto da Compadecida, Lisbela e o Prisioneiro) fui assistir ao filme Romance (2008) achando que veria mais uma comédia do diretor. Contudo, logo nas primeiras cenas, percebemos a densidade do tema abordado que é o amor entre os dois personagens principais da trama.


A história gira em torno do amor de Pedro e Ana, um casal que se apaixonou no teatro durante os ensaios da peça Tristão e Isolda. O conflito se dá quando Ana consegue um papel na novela das 7 e logo tenta conciliar o teatro com a televisão. Pedro não consegue dividi-la com a televisão, já que possui igual amor pelo teatro. O casal se separa para se reunir três anos depois, com Pedro como diretor de um especial de TV, onde Ana é a atriz principal, em uma adaptação da história de Tristão e Isolda para o nordeste brasileiro.


O longa serve também para mostrar o embate entre o teatro e a televisão. Tanto que a escolha de São Paulo e Rio de Janeiro foram porque o primeiro é um grande produtor e consumidor de teatro e o segundo há um foco maior de TV.


Depois dessa primeira parte do filme que choca quem esperava uma comédia, começam a surgir os toques de humor na trama graças a Andréa Beltrão, Vladimir Brichta e outras participações especiais. Mas não estou condenando o teor do filme por não ser uma comédia, o diretor Guel Arraes agiu bem em não entrar em um estereótipo apesar de deixar sua eterna marca com as gravações no sertão da Paraíba.



A atuação de Wagner Moura e Letícia Sabatella está convincente, ao representarem atores numa peça de teatro e atores da vida real, a vida imita a arte e a arte imita a vida. O filme passa essa idéia, somos protagonistas de nossas próprias tragédias, romances impossíveis e por aí vai. O ator Wagner Moura deve ter adorado encenar várias peças teatrais num mesmo filme.


Romance é ótimo, vale ressaltar apenas que não se explica a formação do triângulo amoroso, não é convincente a paixão arrebatadora que surge entre Ana e Orlando (Vladimir Brichta). Fora isso, devo apenas avisar que você não vai ver mais um Lisbela e o Prisioneiro e sim um romance, eu devia ter desconfiado quando vi o título, não é mesmo?



Nota: 9


Rafael Sanzio

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Umberto D.


O Neo-realismo italiano tem como principais preceitos: utilização de atores não-profissionais, filmagens fora de estúdio, temas cotidianos e, principalmente, um enfoque humanista. Humberto D. (1951) é um trabalho do diretor Vittorio De Sica, participante ativo do movimento neo-realista, com outros filmes como Milagre em Milão (1950) e o aclamado Ladrões de Bicicleta (1948).


O filme é mais uma obra da parceria entre o roteirista Cesare Zavattini e Vittorio De Sica. Umberto D. surgiu pelo interesse de Zavattini em escrever uma história sobre um idoso de mesmo nome. O interessante é que o nome do pai do diretor é Umberto De Sica. Espero que esta homenagem seja apenas no nome, pois a história é um tanto quanto melancólica.


Acompanhamos a velhice do protagonista de nome Umberto que tenta sobreviver com uma aposentadoria muito baixa, segundo ele. A vida desse senhor é agüentar a senhoria que tenta expulsá-lo do seu quarto, enquanto ele busca formas de arranjar dinheiro para evitar isso. Mesmo com problemas financeiros, o velho insiste em cuidar de seu cachorro de nome Flike.


Logo é perceptível para nós que o protagonista não é simpático, o que deveria ser para facilitar o apreço do público para com ele. Mas não, Umberto é um velho chato que só é agradável com aqueles que o ajudam, além de ser orgulhoso, no que demonstra na seqüência aonde é incapaz de pedir esmola, mesmo precisando.


Vittorio De Sica falou que o importante no filme é o drama da inabilidade do homem de se comunicar com seus iguais. A sociedade, hostil a ele, e a humanidade, que o despreza, são representados no filme pela dona da pensão onde ele vive há anos. Ainda segundo o diretor, o filme fala sobre o egoísmo, aonde a dona da pensão tenta expulsar Umberto para fazer a reforma e assim melhorar sua vida. Isso é bem característico dos tempos atuais, o capitalismo exigindo a individualidade do ser humano, que deve esquecer os outros e buscar apenas o melhoramento pessoal. Sobre a inabilidade de comunicação, temos exemplos disso nas seqüências que Umberto tenta a ajuda de seus velhos conhecidos e acaba escutando várias desculpas ou testemunha fugas estratégicas.



Mas o próprio Umberto participa dessa inabilidade, na cena que Maria (empregada da dona da pensão), sofre pela terrível situação que se encontra, grávida e sem um pai para assumir o filho, o velho Umberto tem a insensibilidade de ameaçá-la e brigar com ela por ela ter perdido o cachorro dele. A garota está com um problema bem maior, a meu ver, e nosso protagonista preocupado com o cachorro. Realmente o animal tem o significado sentimental para ele, mas Umberto também é incapaz de se colocar no lugar de Maria.


Quanto as interpretações, fica aquela preocupação por ser um filme neo-realista. Contudo, apenas a atriz que faz Maria deixa a desejar, mas mesmo assim o carisma dela põe de lado essa questão. Há também pequenos erros de continuidade no filme e que não irão me convencer que são propositais, a exemplo da seqüência do restaurante popular, o segundo prato some por mágica ou o velho ao lado de Umberto que come (ou melhor engole) a comida em poucos segundos.


O filme desenrola sua trama até o final que todos esperam por causa de tanta desgraça que acontece. Mas acaba ao que parece em um final alegre, mas só para aqueles que são otimistas, pois os problemas não acabaram, o dinheiro é pouco e Umberto ficou sem um lugar para morar, quanto tempo irá levar para que ele fique novamente numa linha de trem?



Nota: 9,5


Rafael Sanzio

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Agente 86


Steve Carell usa da “seriedade” para praticar o humor. Seus personagens são tão convictos de suas ações ou ideais que é engraçado vê-los encarar situações absurdas ou vergonhosas com a mesma expressão de que tudo está normal ou sob controle.

Agente 86 (Get Smart, 2008) é uma versão moderna da série da década de 60 do mesmo nome. Maxwell Smart (Steve Carell) é analista de sistemas da agência CONTROLE. Sai a temática da Guerra Fria e entra a questão do terrorismo personalizado pela KAOS, agência de espiões que é arquiinimiga da CONTROLE. A história envolve a primeira missão de Maxwell como agente de campo, após a sede de sua agência ser atacada, todos os espiões da CONTROLE tem suas identidades reveladas. É aí que Maxwell tem sua chance de se tornar um agente e forma parceria com a sensual agente 99.

O filme consegue restituir a personalidade da série clássica. Steve Carell dá sua contribuição ao protagonista, dando seu toque “Carelliano”. O filme também segue as linhas dos filmes do ator, colocando seqüências de humor físico ao estilo da depilação de O Virgem de 40 anos (2005) e as marteladas no dedo de A Volta do Todo-Poderoso (2007).

Quanto as interpretações, Anne Hathaway está deliciosa como a Agente 99 (acho que essa definição não está tão longe da verdade), seu jeito sensual e durona ao mesmo tempo dá uma personalidade forte à personagem. Alan Arkin divertiu-se interpretando o Chefe, tanto que muitas vezes você o vê com um sorriso no rosto em momentos um tanto quanto sérios. Agora a dupla de inventores Bruce e Lloyd não é tão engraçada quanto gostariam de ser, contudo, ganharam um filme só deles.


O roteiro tem suas sacadas e distribui uma quantidade de críticas a algumas instituições e personalidades. A mais óbvia é a figura do presidente dos Estados Unidos, claramente feita à imagem do atual presidente. As cenas de ação durante o filme são boas, com coreografias de luta bem aplicadas. O filme deixa apenas à desejar nos efeitos especiais e na seqüência de ação final.

Agente 86 é uma sátira aos filmes de espionagem, mas com direito ao humor do novo ícone da comédia, Steve Carell. O DVD do filme ainda se sobressai com os erros de gravação e cenas deletadas. Algumas extremamente hilárias.


Nota: 7,5


Rafael Sanzio

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Caminhos Perigosos


Caminhos Perigosos (Mean Streets, 1973) é um filme de Martin Scorsese que proporciona o primeiro encontro do diretor com o ator Robert DeNiro. Para Scorsese, o principal objetivo do filme era retratar com perfeição o cotidiano das pessoas que viviam na Little Italy em Nova York, local esse onde o próprio diretor viveu boa parte de sua vida.


Harvey Keitel interpreta Charlie, um jovem que segue a trilha para se tornar um chefe da máfia local, contudo, ele tem grande influência religiosa e se vê na obrigação de praticar penitências a si mesmo. Sua penitência se chama Johnny Boy (DeNiro), um malandro que vive em dívidas e Charlie coloca na cabeça que pode ajudar Johnny a sair dessa vida sem responsabilidades.


Scorsese consegue retratar com perfeição o clima da Little Italy, deve ter ajudado bastante o fato de ele próprio ter morado por muito tempo naquela região e boa parte das confusões serem baseadas em algumas que ele e seus amigos se intrometeram. Além de começar o filme com imagens caseiras, dando mais uma pequena deixa da sensação familiar que o diretor tem sobre o filme.



Os caminhos perigosos referentes do título em português, deve-se mais ao fato da escolha de Charlie em seguir no caminho de tentar ajudar o irrecuperável Johnny e se envolver com a prima do amigo do que pelo próprio fato de querer ser um chefe da máfia. E o caminho passa a ficar mais perigoso quando Johnny começa a tentar mostrar para Charlie que ele não vai conseguir salvá-lo.


Não é o melhor trabalho de Martin Scorsese, mas pode ser visto com um interesse por ser um dos primeiros trabalhos do diretor e sua força em retratar com fidelidade as “mean streets” de Nova York. Não há lugar para bons samaritanos naquelas ruas...


Nota: 7,5


Rafael Sanzio

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Críticos, críticos e críticos

Para mim há três tipos de críticos de cinema. Àqueles que escrevem as críticas para outros críticos, aqueles que escrevem as críticas para os leitores em geral e aqueles que escrevem o que realmente acharam do filme. Desde a criação deste blog, eu tinha essa discussão na minha mente, pois me pergunto em qual dos três me encaixo.

O primeiro tipo de crítico é aquele que escreve com um pedantismo irritante e desnecessário a meu ver. É óbvio que ele não escreve uma crítica só para julgar um filme, mas escreve para demonstrar para outros críticos como foi capaz de encontrar erros num filme aparentemente bom ou se julga senhor da verdade, já que possui o poder de destruir um filme. Um exemplo estereotipado, mas não longe da realidade, de um crítico como esse é o personagem do filme Oito e Meio (1963) de Federico Fellini.

Devo dizer que realmente tenho medo de me tornar um crítico como esse, eu o julgo arrogante por usar termos técnicos demais, mas eu estou no começo do aprendizado para me tornar um crítico cinematográfico. Será que ao concluir minha formação poderei vir a ser essa criatura que tanto critico?

Admito que o segundo tipo era meu objetivo inicial. Acreditava que o verdadeiro crítico de cinema tinha como dever servir a população em indicar os filmes que ela gostaria de ver. Não importava se o crítico em si gostou ou não do filme, sua crítica deveria direcionar-se mais para o público, tentando extrair e analisar que tipos de pessoas iriam gostar do filme. Mas com o tempo vim a perceber que este não é o crítico ideal. Suas críticas não seriam “puras” não estaria expondo suas idéias, seu pensamento individual. Eu não quero trabalhar sempre usando expressões como “é um filme pipoca”, que tipo de profundidade tem isso? Deve existir mais respeito para as produções cinematográficas, a crítica deve ser muito mais que meia dúzia de frases de efeito.

É assim que chegamos ao terceiro tipo. Aquele crítico que diz o que achou do filme realmente. Não tenta ir como a maioria, mesmo que o filme tenha sido um sucesso de crítica, se ele não tiver gostado ele não esconde isso. O mesmo vale para filmes massacrados por críticos, se ele gostou então lá está ele elogiando o filme sem medo de arranhar sua reputação. A crítica para esse tipo não é um meio para ficar famoso entre seus pares ou não é um simples emprego que deve ser mantido. A crítica para ele vem do coração e da vontade de ser útil para as outras pessoas.

Portanto, há algo para ser captado nesse texto. Isso vale para todos os tipos de críticos, literários, cinematográficos, teatrais etc. Temos (me desculpem a falta de modéstia, mas já estou me incluindo na categoria) o poder de enaltecer ou destruir carreiras. É perigoso nas mãos daqueles que se deixam levar por tal poder. A crítica deve ser feita com naturalidade, sem pressões externas ou por motivações pessoais duvidosas. É preciso que entendamos que nossas críticas não são verdades absolutas, são nossas opiniões, cabe apenas ao povo decidir se concordam ou não. Cada um tem sua própria opinião. No final das contas somos apenas ferramentas para evitar que os outros percam tempo assistindo produções horríveis que aparecem no circuito cultural.

Rafael Sanzio

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Antes que o Diabo saiba que Você está Morto

“Que você esteja no paraíso por meia hora... antes que o diabo saiba que você está morto”. Esta é a frase completa que leva o título do novo filme de Sidney Lumet, o filme segue a risca e nos proporciona poucos minutos para nos sentirmos bem antes de expor uma série de acontecimentos desastrosos na vida dos personagens.

A trama envolve dois irmãos, Andy e Hank. Ambos estão passando por uma crise financeira e resolvem assaltar a joalheria dos pais. Um plano fácil e limpo. Acontece que o assalto não sai como planejado e daí segue uma sucessão de tragédias que leva cada personagem da trama ao seu limite.

É interessante como o diretor resolveu contar a história, de forma basicamente linear, porém alternando o ponto de vista de cada personagem e a cada seqüência é acrescentado um pouco mais a história, mais uma peça vai se encaixando. O som utilizado para mudar de um ponto de vista para o outro tanto remete ao som do vidro da joalheria sendo quebrado como também a vida dos protagonistas sendo cada vez mais estilhaçada pelo destino cruel reservado para eles.

Mas além de ser um suspense bem movimentado, Antes que o Diabo Saiba que você está Morto (Before the devil knows you're dead, 2007) é um filme que retrata as relações inter-pessoais dos personagens mediante esse declínio catastrófico que a trama impõe neles. É realmente oportuno o uso dos ângulos das cenas entre o irmão inseguro Hank com o irmão centrado Andy. Lumet mostra a relação de superioridade que Andy tem sobre o irmão quando nas seqüências de Hank (Ethan Hawke) e Andy usa-se, quase sempre, o ângulo da câmera em contra-plongée (A câmera filma o objeto de baixo para cima), não é tão evidente como em Cidadão Kane (1941), mas nota-se que Hank sempre se sente inferior ao irmão.


Irmão esse interpretado magistralmente por Phillip Seymour Hoffman, a densidade do personagem Andy é triplicada graças a atuação de Hoffman. Analisar esse personagem alongaria absurdamente essa crítica, mas devo comentar dois momentos na trama, um técnico e um interpretativo que ilustram um pouco a gama de poder emocional que esse personagem detém.

O primeiro, técnico, é o momento no qual Andy vai se drogar. É então mostrado o que é o paraíso para este personagem. A mudança drástica de visual, do ambiente da sala, para o quarto aonde ele vai se drogar é nítido. Um ambiente mais claro, aconchegante, branco. O paraíso de Andy aonde pode estar com o mundo desabando, mas ali ele tem sua meia hora de paz.

O segundo momento precisa de uma explicação sobre ele. Andy é um contador, ele gosta de cálculos e gosta de ter tudo organizado com resultados práticos e certos. Em uma seqüência que ele deveria explodir de raiva e destruir tudo em volta, ele faz isso, mas na maior calma, organizado, metódico. É incrível observar estarrecido o controle (ou a falta) emocional que Andy possui enquanto tem seu momento de “explosão” de raiva (ele perde o controle apenas na seqüência do carro, mas assim que percebe o descontrole emocional retoma a racionalidade quase que instantaneamente).

O final do filme deixa em aberto o desfecho de alguns personagens, mas o mais importante é a conclusão triste que tiramos ao terminar com um dos personagens caminhar por um corredor e sumir de vista sob a luz forte, caracterizando que ele agora estava no paraíso:

O paraíso de uns, significa o inferno de outros.

Nota: 9

Rafael Sanzio

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Mamma Mia!



Eu tenho um fraco por musicais. Desde Moulin Rouge (2001) à Sweeney Todd (2007), porém dispenso o já “cult” Across The Universe (2007), porque para um filme musical ele perde muitas vezes o ritmo com seqüências monótonas e psicodélicas demais, apesar de ter uma justificativa para elas por causa da época que se passa o filme, mas não preciso gostar só porque tem uma justificativa, não é?

Um musical deve escolher muito bem suas músicas e aonde empregá-las. No caso de Mamma Mia! (2008) a segunda música causa certa estranheza, mas depois você se acostuma ao clima que o filme dá para si próprio. Tudo é pura diversão. Este musical tenta um tom mais realista, mas é um consenso geral que ninguém durante o dia-à-dia subitamente começa a cantar para expor o que está sentindo, não é mesmo?

O filme é baseado na peça teatral de mesmo nome que estreou em abril de 1999 em Londres, a própria diretora (Phyllida Lloyd) do musical da Broadway de Mamma Mia! dirige o filme. Na história, Sophia é filha de Donna (Merryl Streep), a garota vai se casar, mas ainda não conhece seu pai. Quando encontra o diário da mãe, descobre três possíveis pretendentes para esse título. O que ela faz? Convida os três ex-namorados da mãe para o casamento a fim de descobrir quem é seu verdadeiro pai.


O roteiro é bastante previsível, mas o que realmente importa ali são as músicas, se são divertidas ou não. Eu me diverti com o acervo de várias músicas dos anos 70, clássicos do grupo ABBA, além das interpretações engraçadas das amigas de Donna. Única ressalva é ter que agüentar Pierce Brosnan cantando.

Apesar do roteiro fraco, vale analisá-lo um pouco. A personagem de Merryl Streep vive cantando que é independente que não precisa de homens, mas no final das contas tem o desejo de se casar. Não condeno essa atitude, mas deveriam amenizar um pouco esse estereotipo de que toda mulher sonha em se casar para poder se sentir completa. Até as garotas de Sex and the City (2008) não escaparam disso. Uma das personagens mais engraçadas do musical, a amiga baixinha de Donna, deveria ter trilhado por esse caminho fora do esteriotipo, junto com o personagem Bill (Stellan Skarsgard).

Mamma Mia! é uma ótima diversão e um musical contagiante.

Nota: 7


Rafael Sanzio