sábado, 8 de setembro de 2012

Abraham Lincoln: Caçador de Vampiros 3D (Abraham Lincoln: Vampire Hunter)



O que esperar de um filme com um título desses? Baseado no livro de mesmo nome de Seth Grahame-Smith, Abraham Lincoln: Caçador de Vampiros (2012) poderia estar fadado ao pastelão ou a um bom filme de ação, só dependeria de seu diretor. Timur Bekmambetov (O Procurado) deu estilo ao filme, ultrapassou a esquisitice do inusitado protagonista e entregou um bom filme de ação.

A história mostra o passado obscuro de um dos mais ilustres presidentes dos Estados Unidos, Abraham Lincoln (Benjamin Walker). Sob a tutela de Henry Sturgess (Dominic Cooper), Abraham caça os vampiros que assolam os Estados Unidos do século 18, tentando diminuir sua população e a possível guerra entre a raça humana e a vampírica.

O ponto mais interessante da trama pode ser o calcanhar de Aquiles do filme: Abraham Lincoln. Para àqueles que conhecem mais da história do presidente deve ser divertido ver como o autor respondeu ou “encaixou” pontos da trama no enredo vampiresco da história. Da mesma forma pode ser irritante ou incômodo ver um ícone como o presidente caçar e matar com brutalidade os vampiros da história. Quanto a jornada em si, o diretor Timur parece não ter interesse em começar uma franquia, (até ver os números de bilheteria) mas opta sabiamente em não passar tempo demais no treinamento de Abraham Lincoln (o que em uma história de origem pediria mais tempo). Com tantos filmes de super-heróis não precisamos ver mais do mesmo “treino, treino, treino” com a edição e montagem o espectador consciente saberá que ele treinou por muito tempo antes de sair à caça. Os vampiros da trama são, ao menos pela fama dos atuais vampiros do cinema, mais horripilantes e selvagens quando assumem seu lado bestial. Mas não dá para engolir ainda que protetor solar evita a destruição à exposição ao sol.

Benjamin Walker consegue manter o posto de protagonista, talvez ingênuo demais no começo, mas possui presença forte de cena para as lutas e imposição como líder. O resto do elenco cumpre seu papel com naturalidade, mas Marton Csokas (Jack Barts) apresenta-se como um vilão muito mais carismático do que o vilão principal da trama.

"É assim que se usa um machado Sr. Nicholson!"

As cenas de ação possuem a marca de Timur Bekmambetov, associando-se ao 3D a luta no trem é muito empolgante com lances de profundidade bem utilizados. Mas infelizmente, apesar de achar que houve um esforço para tornar a cena empolgante, a sequencia da luta durante a corrida dos cavalos ficou muito mais tosca e inacreditável do que bem feita e empolgante.

Abraham Lincoln: Caçador de Vampiros é um filme divertido, tem uma construção de uma jornada coerente com uma ou duas boas reviravoltas, mas no ímpeto de uma conclusão acaba por desmerecer toda a construção dos vampiros “principais” com um desfecho para eles no mínimo decepcionante. Ah! Não faça questão de assistir em 3D, não é ruim, mas também não é algo de “encher os olhos”.

Nota: 7

Rafael Sanzio

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Procura-se um Amigo para o Fim do Mundo (Seeking a Friend for the End of the World)



Não. Nada de explosões, testosterona e corrida contra o tempo para salvar o planeta Terra. O filme Procura-se um Amigo para o Fim do Mundo (2012) dirigido e escrito por Lorene Scafaria tenta salvar os seus próprios personagens de uma vida sem significados e de constantes erros. O que temos aqui é um filme de Estrada (protagonistas que viagem em busca de algo ou de si mesmos) dramático maquiado de um filme de comédia.

A história acompanha Dodge (Steve Carell) um corretor de seguros que é abandonado pela esposa quando a notícia que o mundo irá acabar é confirmada. Em meio às esquisitices que acontecem com esse fato mortal, ele conhece Penny (Keira Knightley), uma garota espontânea e otimista que fará com que os dois saiam em busca de seus objetivos.

Estamos acostumados com tantos filmes apocalípticos que é estranho não ver um mundo mais caótico e destrutivo mediante a ameaça do fim do mundo. Se for por culpa do orçamento ou realmente era a intenção da diretora, sabemos que o importante aqui é a jornada dos protagonistas e a destruição iminente das suas almas, não do mundo. A jornada de redenção é bonita e o clima dramático, até mesmo melancólico, lhe acompanha durante a película (mesmo nos momentos de comédia). O personagem de Steve Carell merece uma análise, o nome Dodge significa em inglês algo como “esquivar” o que é demonstrado no enredo a capacidade de Dodge esquivar dos problemas, não encará-los ou encará-los com antipatia. E o emprego que escolheu, corretor de seguros, consolida a característica de Dodge, um personagem que busca a saída segura, a rotina e as certezas da vida, o que causa choque ao descobrir que não tem certeza do que fazer no fim de tudo.


A atuação de Steve Carell está a mesma dos seus filmes mais dramáticos, onde ele permite que sua falta de emoção e expressões deem o tom da cena. A comédia não vem de suas caras e bocas, mas de sua incredulidade aos eventos absurdos que acontecem ao seu redor. Keira Knightley não traz nada de novo ou especial, sua beleza serve para encantamento e só. Os personagens coadjuvantes rendem cenas bem humoradas em todos os momentos, mantendo o ritmo da jornada sempre fresca.

Procura-se um Amigo para o Fim do Mundo é um filme um pouco melancólico, principalmente para aqueles que possuem assuntos pendentes para resolver, seu final corajoso deixa-nos com a reflexão interessante sobre com quem queremos estar ao nosso lado em nossos momentos finais. A história escrita por Lorene Scafaria atinge nosso íntimo, sem precisar de grandes impactos com efeitos especiais para isso.

Nota: 9

Rafael Sanzio

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge (Batman – The Dark Knight Rises) – Recomendo!!!



O fim de uma trilogia. Os fãs esperaram ávidos pela conclusão do mundo de Christopher Nolan. A despeito das próprias declarações do diretor, o terceiro filme do Batman encerra o mundo do herói nas telas do cinema. Podem dizer que há abertura para mais filmes naquele universo, mas mexer em algo que fecha um ciclo perfeito é destruir uma obra delicada e única. Mas essa obra, apesar do fanatismo cinéfilo de alguns, não escapa de alguns erros.

Na trama, oito anos se passaram desde que o Batman (Christian Bale) optou por virar o pária da sociedade para assumir a culpa pelos crimes de Harvey Dent (Aaron Eckhart). Bruce Wayne virou um bilionário recluso e a cidade encontrou a paz durante esse tempo. Contudo, uma força emerge do submundo para destruir os alicerces de Gotham City e é necessária a volta do homem morcego. Mas ele ainda estaria em forma para salvar a cidade?

Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge (2012) pode ser apreciado sem ter assistido aos dois primeiros, mas a experiência fica muito melhor com o conhecimento prévio da franquia. Há uma lacuna deixada pelo Coringa (Heath Ledger), que se não fosse a morte do ator, poderia ser aproveitado e não daria o ar de esquecimento nesse desfecho.

O roteiro alterna-se entre o Batman, Bane (Tom Hardy) e as investigações do policial John Blake (Joseph Gordon-Levitt). O caminho seguido pelo protagonista é interessante, do fundo do poço à volta e depois a verdadeira queda. Este filme, diferente do segundo, é do Batman. Toda força, emoção e angústia do herói são exploradas neste último filme. O problema no roteiro está na forçada de barra para criar momentos dramáticos e praticamente estes momentos são criados pela força policial. Sério? Quer mesmo colocar toda força policial vulnerável? Sério? Todo mundo usando armas e resolvem partir para o mano-a-mano?

Há uma nova coreografia das lutas para o embate contra Bane, mas se você já assistiu aos dois primeiros vai ver mais do mesmo em relação ao combate corpo-a-corpo e sim, não importa que bandido seja, ele sempre tentará esticar completamente o braço quando tentar atirar no Batman. As perseguições de carro estão excelentes, com o acréscimo agora do Morcego, nave militar do herói.



Uma ótima adição ao elenco foi atriz Anne Hathaway interpretando a mulher gato. Sua personagem é forte, egoísta e determinada. Rouba todas as cenas que aparece. Já Bane, demonstra ser um vilão à altura para enfrentar o Batman, contudo, não tem o carisma do famoso Coringa, talvez apenas no final, ao nos depararmos com sua história.

Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge é um ótimo desfecho para a trilogia, não é uma obra-prima como alguns tentam alardear, mas conduz o espectador a uma viagem (última viagem) ao mundo de Christopher Nolan e com um final realmente empolgante e emocionante!

Nota: 9

Rafael Sanzio

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Homens de Preto 3 (Men in Black III)



Após tanto tempo os Homens de Preto estão de volta. E apesar de estarmos anos à frente de MIB – Homens de Preto (1997), os produtores apostam no passado para retomar a franquia. Apesar dos rumores para novas aventuras entre J (Will Smith) e K (Tommy Lee Jones), Homens de Preto 3 desponta como o fim de uma trilogia (forçada) para dar um final digno à história e esquecermos de vez que houve Homens de Preto 2 (2002).

Na trama, o vilão Boris (Jemaine Clement) volta no tempo para evitar ser preso pelo Agente K, aproveitando para mata-lo quando jovem. Percebendo a mudança no espaço-tempo, o agente J precisa encontrar uma maneira de voltar no tempo e salvar a vida do jovem K (Josh Brolin).

Ok, tramas que envolvem viagem no tempo podem ter vários furos. Mas neste caso, a trama envolve muito mais que viagem no tempo e explora um pouco sobre outras dimensões e possibilidades. A boa notícia é que este MIB volta à velha forma, piadas e ação alienígena no ritmo certo, nada é gratuito aqui. O problema são sempre alguns clichês, como logo no começo não suspeitar de uma visita ao vilão mais perigoso na prisão.


Will Smith repete os trejeitos de J e não vemos sequer uma maturidade no personagem (mais uma vez esquecendo qualquer evolução que teve no segundo filme), fica até mesmo estranho para quem acompanhou a história ver J agir como um moleque. Já Tommy Lee Jones demonstra sua idade, a expressão cansada e a maquiagem tentando esconder a velhice que já está grande, mas o ator se esforça para demonstrar presença firme na tela. Josh Brolin encarnou com sucesso como seria o agente K jovem, dizendo isso, um Tommy Lee Jones jovem. Brolin se preocupou até em recriar o tom de voz errático de Jones.

Os efeitos especiais também continuam os mesmos. Chegando até a vergonha alheia na cena do salto do tempo de Will Smith, claramente com uma computação gráfica ultrapassada nos moldes de Homem-Aranha 2 (2004) ou Matrix Reloaded (2003). Mas quando não se tenta ser mais do que é, em relação à maquiagem e efeitos mais sutis, Homens de Preto 3 consegue agradar aos olhos.

Homens de Preto 3 não dá um novo fôlego a série, mas fecha com diversão as aventuras de J e K. Dá para sentir saudades da série animada.

Nota: 7

Rafael Sanzio

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Especial Os Vingadores: Agente Coulson (The Avengers Special: Agent Coulson)



Com o atual status de 4ª maior bilheteria da história, Os Vingadores (2012) continua quebrando recordes pelo mundo. Esse sucesso pode ser atribuído a excelente campanha de marketing da Marvel, bem como seu cuidado em construir esse universo para o cinema. E nada mais justo do que falar de um personagem que transitou pelos filmes-solo dos membros da super-equipe: Agente Coulson.

Na sua primeira aparição, em Homem de Ferro 1 (2008), Agente Coulson (Clark Greg) parecia um burocrata sem importância do Governo, ao poucos mostrou ter conhecimento em armas e seriedade nas suas ações. Ao conseguir diminuir o nome da agência, os fãs de quadrinhos percebem a chegada da S.H.I.E.L.D. (para os fãs mais fervorosos já sabiam quando ele mencionou o nome completo da agência).

Com o sucesso do personagem, Agente Coulson volta a aparecer em Homem de Ferro 2 (2010), bem como outros agentes da S.H.I.E.L.D. Sem tanto destaque na trama, contudo, demonstra sua evolução para o próximo filme.

Em Thor (2011), Agente Coulson está chefiando as operações da S.H.I.E.L.D. no Novo México e encontram o martelo de Thor. É ele que representa a força da autoridade no filme. Em seguida, ainda no Novo México, a Marvel divulga um curta metragem estrelando o Agente Coulson.


Marvel One-Shot: The Consultant tenta amarrar a cena sem muita coerência que aparece ao final de O Incrível Hulk (2008). Nela, Agente Coulson revela que o governo está querendo colocar o Abominável dentro da Iniciativa “Vingadores”. Para evitar isso, eles mandam o consultor da Iniciativa, Tony Stark, a representação da arrogância, desorganização e anarquia que o General Ross terá que lidar caso aceite fazer parte do grupo. Com esse curta-metragem, Agente Coulson torna-se cada vez mais querido pelo público nerd.

Em Marvel One-Shot: A funny thing happened on the way to Thor’s Hammer, descobrimos as habilidades de combate de Agente Coulson. Mostrando que todos os agentes da S.H.I.E.L.D. são bem treinados.

Não vemos o agente em Capitão América: O Primeiro Vingador (2011), mas logo descobrimos que Phil Coulson é grande fã do Primeiro Vingador. O ator Clark Greg com seu humor contido conquistou diversos fãs e seu personagem possui um momento de destaque na trama de Os Vingadores.

Informações revelaram mais um Marvel On-Shot para o DVD/Bluray do filme dos heróis. Será que vem mais Coulson por aí? Espero que sim.

Obs: Os curtas do Agente Coulson podem ser facilmente encontrados no youtube.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Heroclix: Avengers Movie



Como todo filme desse porte (e com super-heróis) é de se esperar uma enchente de produtos derivados. Mochilas, canecas, fantasias, jogos de tabuleiro, vídeo games. Mas o Heroclix Avengers Movie merece ser citado e analisado.

Heroclix é um jogo de tabuleiro onde as peças que você controla são personagens conhecidos dos quadrinhos (e recentemente alguns dos games: Halo, Gears of War e Street Fighters). Para jogar, você precisa de dois dados de 6 lados, um mapa e peças de personagens. A base do personagem pode ser movida, como um disco, revelando valores diferentes a cada “clique”, dividindo-se em valores de velocidade, ataque, defesa e dano. Esses “cliques” acontecem durante a aplicação de dano no seu personagem ou ao se esforçar durante uma ação de jogo. Bem, nada como uma boa lida nas regras e algumas partidas para entender melhor o desenvolver do jogo (fora que não mencionei os poderes existentes em cada clique).

Heroclix Avengers Movie é uma ótima pedida para nerds, colecionadores de quadrinhos e jogadores mais Hardcore de jogos de tabuleiro. Esse set em particular, contém personagens provenientes dos filmes que deram origem ao filme Os Vingadores, dando ênfase aos personagens dos filmes Thor e Capitão América. O starter set contém os principais Vingadores, bem como pesos (objetos utilizados no jogo), manual de regras, dois mapas e dois dados (o pacote completo para você jogar).
Starter Set (Thor, Capitão América, Homem de Ferro, Viúva Negra, Hulk e Gavião Arqueiro)

Heroclix pode ser encontrado em várias Comic Shops dos EUA. Aqui no Brasil há algumas lojas espalhadas pelos Estados que estão se empenhando para criar uma força para este hobby. Nessas lojas, você pode encontrar os mini-boosters dos Vingadores (uma peça), bem como boosters (5 peças) de outros heróis em quadrinhos. O jogo é totalmente em inglês, mas nada como uma motivação divertida como essa.

Nota: 8,5

Rafael Sanzio

domingo, 29 de abril de 2012

Os Vingadores – The Avengers (Recomendo!)



Fantástico, incrível, espetacular! Todos os adjetivos utilizados em outros super-heróis juntos conferem ao filme Os Vingadores (2012) sua merecida posição. A sensação ao assistir Os Vingadores é de ver, finalmente, uma ótima adaptação de uma história em quadrinhos. Devemos nos juntar ao coro: Josh Whedon conseguiu.

Na trama, Loki (Tom Hiddleston), irmão exilado de Thor (Chris Hemsworth), entra em acordo com uma raça alienígena para conquistar o planeta Terra. Para isso, ele precisa do artefato Cubo Cósmico que tem energia suficiente para abrir um portal entre os mundos. Com uma ameaça tão grande o diretor da S.H.I.E.L.D., Nick Fury (Samuel L. Jackson), precisa reunir pessoas de poderes inigualáveis para enfrentar Loki.

Está tudo lá. A ameaça ao planeta Terra (único motivo plausível para reunião de tantos super-heróis), briga entre os protagonistas, vilão megalomaníaco e muita ação. Para quem é nerd e acompanha o mundo das HQs é diversão garantida, mas quem está de primeira viagem nessa aventura pode conseguir acompanhar o ritmo do filme, mas ainda precisa assistir aos filmes solos dos super-heróis para entender melhor as nuances de cada um.

O diretor Joss Whedon equilibrou a presença de cada super-herói e agentes da S.H.I.E.L.D. na tela. Os destaques acontecem de várias maneiras: é emocionante as cenas entre Loki e Thor (principalmente a primeira) , a reintegração de Steve Rogers/Capitão América (Chris Evans) ao mundo no qual que ele acordou, o sarcasmo incurável de Tony Stark/Homem de Ferro (Robert Downey Jr.), as habilidades de Viúva Negra (Scarlett Johansson) - nitidamente com a preocupação de mostrar que é muito mais que um rostinho bonito, o Gavião Arqueiro (Jeremy Renner) com sua determinação (e surpreendendo aqueles que achavam que sabiam de tudo que ia acontecer) e o Hulk (Mark Ruffalo) esmagando tudo e com suas próprias tiradas que levaram o público ao delírio.

"Deus franzino..."

Os atores chegaram ao nível de naturalidade em suas interpretações, tirando Mark Ruffalo e Jeremy Renner, todos já estão acostumados com os seus personagens e possuem uma evolução própria para eles. E em Os Vingadores eles trazem algo mais para a projeção. Mark Ruffalo trouxe para Bruce Banner uma interpretação de alguém acanhado e muito contido (como bem observado por Tony Stark), mas ali há motivos para ser contido. Para um filme de heróis desse porte, precisa-se de um vilão à altura, e por mais que Loki não pareça ameaçador para alguns podemos dizer que ele realmente não é. Tom Hiddleston mostra o rancor e a loucura de Loki, demonstrando que ele está perdido e facilmente alvo de manipulação. Uma interpretação bem sutil e que devemos prestar atenção nela.

Os Vingadores reuniu efeitos especiais incríveis e destacou cada herói com o seu próprio estilo de luta. Agradou aos fãs colocando embates típicos da HQ e interligou os mundos de vários filmes em um só, algo ambicioso e que deu maravilhosamente certo. Mais profundidade para o seu herói preferido é só assistir ao seu filme solo, aqui, os desafios são macro e quando um novo surgir (fique durante os créditos!) com certeza haverá: Avante Vingadores!

Nota: 10

Rafael Sanzio

sábado, 7 de abril de 2012

Jogos Vorazes (The Hunger Games)



Baseado no primeiro livro da trilogia escrita por Suzanne Collins, Jogos Vorazes (2012) assusta-nos com a possibilidade de um final sem desfecho. Mas já aviso que a preocupação é desnecessária, como filme, Jogos Vorazes apresenta começo, meio e fim sem nenhum tipo de contratempo.

Após a revolta fracassada dos 12 Distritos contra a Capital, foi criado os Jogos Vorazes, a cada ano os distritos têm que fornecer dois tributos na forma de um casal de jovens para disputar um jogo mortal onde apenas um sobreviverá. Durante o 74º jogo, a jovem Katniss Everdeen (Jennifer Lawrence) se oferece como voluntária para salvar a irmã. A partir de então, junto com o escolhido Peeta Melark (Josh Hutcherson), Kat terá que sobreviver aos jogos vorazes tanto da arena quanto fora dela.

Apesar de o título evidenciar a arena e o jogo pela vida, o confronto entre os tributos só acontece depois de mais de uma hora de filme. Para quem não sabe da informação que dará tempo de entregar sequencias de ação satisfatória, a expectativa para o embate entre os distritos é, de certa forma, empolgante. O roteiro deixa bastante espaço para desenvolver a relação entre Kat e a irmã, além de toda a preparação para o desafio do título. O grupo ao redor da protagonista está bem desenvolvido, só não podemos falar o mesmo de seus oponentes e nem da dupla de antagonistas que comanda o jogo.

O diretor Gary Ross utiliza-se bastante dos planos detalhe e da câmera na mão. No começo pode dar certa vertigem, mas depois nos acostumamos. Talvez essa escolha de planificação tenha sido feita para mostrar como cada detalhe da vida anterior ao jogo fosse precioso e depois que começa a corrida contra o tempo (e contra a morte) esses detalhes já passam despercebidos.


A atriz Jennifer Lawrence não teve muito com o que trabalhar, pela personagem não ser muito social. Mas sua interpretação física para as cenas de ação não deixaram a desejar. Josh Hutcherson que teve sua aparição em filmes de fantasia em Zatura (2005), aqui consegue modificar a personalidade de um covarde para um interesse romântico da forte protagonista. Não entendi porque Lenny Kravitz estava lá, mas há algo nele que prende nossa atenção (e ele não tinha tanto closes assim...). Elizabeth Banks está quase irreconhecível e por incrível que pareça, não soa caricata. Woody Harrelson como Haymitch apresenta o perfil clichê do “mentor improvável”. Stanley Tucci sempre dá show com seus personagens, mesmo tão coadjuvante como esse.

Jogos Vorazes é um bom filme, não tão impecável nos efeitos especiais, mas produz uma ação para jovens com eficiência. E se forçamos nossa mente podemos ver questões importantes como a manipulação da verdade, uso da mídia, reality show e como as pessoas podem ser escrevas de seus desejos ou da esperança de um futuro melhor.

Nota: 7,5

Rafael Sanzio

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Motoqueiro Fantasma - Espírito da Vingança (Ghost Rider: Spirit of Vengeance)



Massacrado pela crítica, o primeiro Motoqueiro Fantasma (2007) careceu de vilões imponentes e de uma atuação menos canastrona de Nicolas Cage (Johnny Blaze). Ciente que deveria mudar os padrões, a dupla de diretores Mark Neveldine e Brian Taylor (Adrenalina) transformaram Johnny Blaze em um verdadeiro motoqueiro: um homem consumido pela insanidade de sua maldição.

Na trama, Johnny Blaze (Nicolas Cage) já está a oito anos tentando controlar os instintos do Motoqueiro Fantasma, criatura que tomou seu corpo após um pacto com o diabo (Ciarán Hinds). Sua fuga terá uma pausa quando o padre Moreau (Idris Elba) pede seu auxílio para salvar um garoto de uma terrível profecia, salvando-o, Johnny terá a oportunidade de salvar a si mesmo.

Apesar de ter uma trama rasa, com perseguição e a velha história do pacto que não deu certo, o roteiro se encaixa com a dinâmica dos diretores que, se não podem apresentar uma trama mais profunda, pelo menos apresentam um filme de ação dinâmico como um Motoqueiro Fantasma “from hell” deve ser.

Por mais inspirado que Nicolas Cage possa ter ficado com a produção, ele está velho demais para encarnar o Johnny Blaze. Contudo, isso ficava mais evidente no primeiro filme, mas com a trama do segundo filme envolvendo a fatiga e cansaço de ser o Motoqueiro Fantasma fica mais aceitável a condição do ator para o papel. O personagem de Ciarán Roarke faz uma versão mais pobre de Mephisto (porém mais crível), tornando-se uma versão genérica do diabo entre os homens, diferente do vilão no primeiro filme. Uma grata surpresa foi o ator Johnny Whitworth, muito livre no papel do vilão Blecaute, carismático e para quem não conhecia a trama do filme uma reviravolta inesperada (e que por sinal faria um Johnny Blaze mais fiel aos quadrinhos).

Os diretores trabalharam bem como as cenas de ação (já estão calejados com ações frenéticas dos seus filmes: Adrenalina 1 e 2; Gamer). Entregaram-se a cada tomada. É perceptível como o filme é divertido e bem elaborado em sua loucura coreografada da ação. Os efeitos especiais tanto CG como físicos estão equilibrados e fluem com o ritmo do longa-metragem.


Com personagens mais fortes, marcando presença na trama (nota também para Christopher Lambert), Motoqueiro Fantasma – Espírito de Vingança (2012) apaga a mancha infantil do primeiro filme, mas quando Nicolas Cage interpreta a loucura do personagem Johnny Blaze, lembramos que ele não se encaixa no perfil desse protagonista.

Nota: 7

Rafael Sanzio




segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

As Aventuras de Tintim – O Segredo do Licorne 3D (The Adventures of Tintin – The Secret of the Unicorn) – Recomendo!



As Aventuras de Tintim, criada pelo belga Hergé, foi uma das minhas literaturas de infância, juntamente com Asterix. O formato da revista diferenciado já mostrava os indícios de uma leitura bem feita. Como fã de uma boa história, a notícia desta transposição para a mídia cinematográfica trouxe uma excitação perante as possibilidades que as aventuras de Tintim poderiam trazer ao público. Com dois fãs à frente do projeto, Steven Spielberg e Peter Jackson, tudo indicava que daria certo. E deu!

As Aventuras de Tintim – O Segredo de Licorne (2011) acompanha o jovem repórter investigativo Tintim (no original Jamie Bell) em busca da verdade sobre um misterioso modelo de navio que guarda os segredos da família Licorne. Para desvendar o mistério, ele terá que se juntar ao bêbado Capitão Haddock (no original Andy Serkis) e fugir do homem que quer se vingar da família Licorne.

Mesmo sendo um personagem “novo” para o público, os roteiristas Steven Moffat, Edgar Wright e Joe Cornish foram inteligentes em não tentar criar uma história de origem. Com a animação dos créditos iniciais, já demonstra a curiosidade e a familiaridade que Tintim tem para desvendar casos e entrar em confusões. Na primeira cena dentro da sua casa, matérias jornalísticas também entregam pistas do lado detetive de Tintim. A trama desenvolve-se de forma suave, sem atropelos ou no empurrão de personagens. Nós gostamos do protagonista depois de alguns momentos percebendo a integridade e inteligência do personagem. Já o Capitão Haddock cativa o público pelo oposto, ser alguém leal, mas com diversas falhas que torcemos para que as vença.

Steven Spielberg utiliza-se da mesma técnica de efeitos especiais usados nos filmes: Os Fantasmas de Scrooge (2009), A Lenda de Beowulf (2007) e Expresso Polar (2004). O filme esteticamente está perfeito, a textura da pele bem como cenários é de se impressionar, a movimentação também está natural (vale salientar que tempos atrás isso era difícil de conseguir sem parecer robótico). O 3D do filme é sensacional, não há muitas cenas com “jogo de objetos no rosto do público”, mas a profundidade é algo estonteante, principalmente nos momentos de ação.



Com uma história excelente Tintim também entrega cenas de ação bem coreografadas e emocionantes. Na perseguição aos pergaminhos é de fazer você quase se levantar da cadeira.

As Aventuras de Tintim – O Segredo de Licorne é uma grande aventura ao estilo já consagrado de Steven Spielberg, talvez com uma finalização não tão grandiosa como alguns irão esperar, mas a vontade de ver mais aventuras de Tintim é garantida!

Nota: 10

Rafael Sanzio

sábado, 7 de janeiro de 2012

Imortais 3D (Immortals 3D)



O que esperar de um filme que se vangloria de ter “os mesmos produtores de 300”? Imortais (2011) tenta passar o mesmo estilo épico do filme 300 (2007), mas acaba apenas sendo um filme com menos testosterona.

Na trama (que Hollywood continua a destruir a mitologia grega), Teseu (Henry Cavill) vive com sua mãe em uma vila e busca uma vida sossegada. Contudo, o rei Hiperion (Mickey Rourke) lidera sua marcha destrutiva para encontra o arco de Épiro, artefato que pode libertar os titãs de sua prisão. Os deuses não podem intervir, mas auxiliam Teseu para que ele possa salvar o mundo.

Ultimamente a indústria ignora as boas histórias advindas da mitologia grega, preferindo modernizar a trama e transformar em um tipo de vídeo game. No caso de Imortais, percebe-se a tentativa de deixar os planos de uma forma que remetam ao filme 300. Eles conseguem, de certa forma. Os primeiros minutos do filme são forçados demais nessas características, todos tentando ficar em posições artísticas e intimidadoras. Como por exemplo, a hora do aviso da invasão de Hiperion à vila de Teseu. A partir do momento que o diretor Tarsem Singh deixa mais sutil essas tentativas, elas funcionam de forma agradável.

Mas o que falar da trama? Há os elementos básicos de uma trama de aventura. Sem nenhuma novidade. O que se destaca positivamente na produção são as lutas. Muito bem coreografadas, realistas (na medida do possível) e estilizadas. É de se admirar a maneira como os golpes fluem de maneira precisa. Fica de fora desse elogio a batalha contra o “minotauro” e as infelizes sequencias parecidas com as batalhas do rei Leônidas. O que tem de estilo nas lutas faltou no figurino, simplesmente ridículo as roupas dos deuses, principalmente os elmos. Onde estavam com a cabeça os figurinistas Eiko Ishioka e Simonetta Mariano para colocarem aqueles acessórios tão carnavalescos?!

"Olha a Unidos da Grécia aí geeeeente!"

Henry Cavill tem uma presença forte para um protagonista, podemos aumentar as esperanças quanto a sua interpretação de Superman. Já Mickey Rourke mantém sua mesma interpretação “I don’t care”. A atriz Freida Pinto interpreta suave demais o oráculo Phaedra, tornando-se assim apagada em suas performances. O eterno Ivan Frost (Blade), Stephen Dorff traz o alívio cômico de forma gratificante.

Os efeitos especiais estão bons, o equilíbrio entre sangue e vísceras aparecendo está ótimo, conseguindo assim transmitir realidade sem exagero. O 3D só funciona bem mesmo no final, ou seja, nada de querer assistir esse filme em 3D.

Imortais carece de uma história convincente e de atuações de peso. É de se espantar como os deuses foram representados por jovens atores sem nada de interessante para acrescentar, Fúria de Titãs pode ter sido raso, mas ao menos tinha figuras imponentes como deuses. Mas pode ter sido a visão do diretor para o que ele acha do ser imortal (jovem e belo). Boas lutas, mas estória fraca e previsível.

Nota: 5

Rafael Sanzio

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

O Gato de Botas (Puss in Boots)



Não seria justo com a animação da Dreamworks dizer que O Gato de Botas (2011) é um novo fôlego para o mundo de Shrek. Apesar de utilizar o mesmo estilo gráfico, o filme solo do Gato de Botas possui uma identidade própria, seja ela boa ou má.

Na trama, o Gato de Botas (Antonio Bandeiras) é um foragido da lei que tenta limpar seu nome, a oportunidade surge quando os feijãozinhos mágicos são encontrados. Cabe agora ao Gato fazer uma aliança com um velho conhecido para conseguir o prêmio máximo: os ovos de ouro do gigante do pé-de-feijão.

A história conta a origem do Gato de Botas. Como seu trejeito é de um amante latino, o roteiristas Brian Lynch, David H. Steinberg, Tom Wheeler e Jon Zack optaram por criar um mundo à parte da fantasia em exagero de Shrek para dar algo mais real e com as características espanholas. O uso da música latina confere ao Gato de Botas um ritmo agitado nas cenas de ação e como serenata nos momentos de reflexão.
A sensação é de ver um personagem novo, aprofundando-se mais na sua personalidade para nos cativar com seu processo evolutivo na trama. O problema está nos seus companheiros, não há coadjuvantes fortes para nos encantar. Jack (Billy Bob Thornton) e Jill (Amy Sedaris) são dois brutamontes que possuem uma trama paralela forçada de querer ter filhos. Já Kitty Pata Mansa (Salma Hayek), companheira do Gato, possui uma parca história de vida e que só temos o interesse por sua personagem pelo jogo de sedução entre ela e o Gato. Já Humpty Dumpty (Zach Galifianakis) consegue se igualar ao Gato, pelo seu jeito diferente e espalhafatoso.



A animação está bem feita. Principalmente os gatos. Se percebermos os detalhes, poderemos ver os dentes quase reais dos animais, além da equipe ter captado com perfeição as reações dos felinos. As cenas de ação estão bem coreografadas, tanto com as de perseguição quanto as lutas de esgrima do Gato de Botas.

Com menos humor non-sense (mas quando tem é hilário), O Gato de Botas caracteriza-se como uma animação de aventura, contando a origem do coadjuvante carismático de Shrek, mas precisando ainda refinar-se e perder alguns momentos de queda de ritmo que transformam algumas cenas monótonas.

Nota: 8

Rafael Sanzio

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

A Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte 1 (Breaking Dawn – Part 1)


Se você já chegou até aqui, quer dizer que você é fã ou gosta dos filmes ou é um pentelho que gosta de assistir para depois zoar com os fãs da série Crepúsculo. A Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte 1 (2011) é a primeira parte do final da saga Crepúsculo nos cinemas. O desenvolver do filme foi feito pensando nas pessoas que gostam do mundo criado pela autora Stephenie Meyer, se você gosta dos monstros clássicos, é impossível você ter uma visão crítica imparcial do filme. Você irá achar defeito em tudo, vai ridicularizar tudo e seu senso crítico vai para o brejo. A mesma irracionalidade proveniente dos fãs quanto à análise do filme é igual à irracionalidade daqueles que odeiam o filme. Portanto, se você odeia o filme vá procurar outro entretenimento.

A história mostra o tão aguardado casamento de Bella Swan (Kristen Stewart) com Edward Cullen (Robert Pattinson) e todas as implicações que se devem ao fato. Na lua de mel, Bella e Edward ficam juntos antes de transformá-la em vampira, mas algo inacreditável acontece, Bella fica grávida. Agora se segue uma tortura para o casal, enquanto o bebê mata pouco a pouco sua mãe e a criação de tal criatura viola o pacto entre os Cullens e os lobos de Forks.

A adaptação do quarto livro da série foi bem sucedida. A sequencia longa dos preparativos do casamento e o próprio casamento deve-se ao fato de que o público que acompanha os filmes estava esperando por esse momento, então, nada mais justo do que mostrar as reações, sentimentos, de todos os personagens coadjuvantes em relação ao evento. Apesar de possuir lobos gigantes e vampiros, não podemos nos prender ou esperar ação. Afinal, é um filme de romance com tons sobrenaturais. Por isso, a construção do enredo envolve os sentimentos de amor de Bella e o real medo em perder contato com a família e o amor de Edward e o medo de selar o destino trágico da alma de sua amada.

É sempre esquisito ver nosso país retratado por um filme estrangeiro e com A Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte 1 não foi diferente. Fica difícil dizer se era necessário mostrar uma cena com samba e gente dançando, mas podemos dizer que essa cena teve necessidade para contrapor com o futuro de Bella: energia, calor e alegria mostrados na dança e ao se tornar uma vampira vai ser fria e não sentir esse calor no corpo.




Os efeitos especiais estão, mais uma vez, eficientes. Meu medo inicial com Crepúsculo foi imaginar que os lobos gigantes seriam apenas lobos de verdade, mas fico alegre em saber que os produtores ganharam dinheiro suficiente para investir nos efeitos especiais. A luta dos lobos contra os vampiros é um pouco desorganizada, de difícil leitura do que está acontecendo. Mas a melhor cena envolvendo efeitos especiais e direção vai para a reunião dos lobos. A forma como é mostrada a ligação de Jacob com os integrantes da matilha, várias vozes em um mesmo lugar, além da transformação dessas vozes para algo animalesco. A disputa entre Jacob e Sam empolga qualquer um, apesar dos fãs de ação com certeza irão se decepcionar com o resultado final do embate.

A interpretação por parte dos atores de Crepúsculo mantém o ritmo da Saga. Com a diferença de Kristen Stewart, que deixa a adolescente Bella para moldar uma versão mais madura da personagem. Destaque também para Billy Burke (Charlie Swan), seu jeito de pai preocupado, mas sem querer demonstrar sentimentos diverte qualquer um. Única atuação que dá agonia em testemunhar é a da “atriz” Julia Jones (Leah Clearwater), difícil assistir a falta de expressão e emoção.

A Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte 1 demonstra todo o potencial de romance da série em sua conclusão, mostra o imprinting de Jacob de forma poética e o amor chegando à morte entre Edward e Bella. A segunda parte de Amanhecer promete mais ação e tensão para o confronto entre Volturis e Cullens. Enquanto isso fica a dica: quer uma maquiagem perfeita e permanente? Vire uma vampira.

Nota: 7,5

Rafael Sanzio

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Maratona Saga Crepúsculo




No dia 17 de novembro a partir das 16h ocorrerá a Maratona Saga Crepúsculo no Box Cinemas. Os fãs da obra de Stephenie Meyer passarão o dia assistindo aos quatros filmes da série, sendo o último filme, a pré-estréia: Amanhecer – Parte 1.

Durante os intervalos haverá distribuições de brindes pela turma do Fique Ligado e empresas que apóiam o evento. Muitos fãs clubes já garantiram seus ingressos, mas a Cultura Inglesa Tambauzinho reservou 4 ingressos para premiar os vencedores da Promoção “Breaking Dawn”.

Para participar, basta curtir a Fanpage da Cultura Inglesa Tambauzinho e seguir o twitter @citambauzinho. Serão quatro perguntas postadas na Fanpage durante o período de 08/11 à 16/11 sobre a Saga Crepúsculo, quem responder primeiro em inglês e corretamente, ganhará 1 ingresso para a Maratona Crepúsculo. Curtam e confiram o regulamento.

A Saga Crepúsculo começou nos cinemas em 2008, baseado no livro de mesmo nome, tornando-se um sucesso de público e fãs. A história mostra uma garota da cidade grande, Bella, chegando à cidadezinha de Forks. Lá, apaixona-se por Edward Cullen, um vampiro que se encanta por Bella, mas possui uma sede incontrolável pelo sangue da garota.

O filme Amanhecer – Parte 1 é a primeira parte que encerrará a história de Bella e Edward. A estréia oficial será no dia 18 de novembro.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Modo de Avaliar um Filme



Um amigo meu questiona frequentemente  as notas que aplico aos filmes criticados. As vezes dizendo que sou bom demais em dar uma nota, sob a perspectiva dele, alta demais. Observando isso, cogitei a possibilidade de alguns leitores terem essa mesma dúvida. Não para me justificar, mas para esclarecer como faço minha avaliação de filmes, elaborei esse post para explicar melhor como tudo funciona aqui no Olhar de um Crítico.

Divido o filme em cinco categorias, cada uma podendo ser de 0 à 10. Ao final, soma-se tudo e divide por 5. Vamos as categorias:

Roteiro: Um bom filme tem que ter um bom roteiro. Uma história que envolve o público e que tenha bons argumentos para explicar os acontecimentos na trama. Se não for parte da proposta, correr de clichês do gênero e apresentar um final coerente com o desenvolvimento do filme.

Interpretação: Um filme pode até ter uma boa história, mas se tiver atores ruins ou que não acreditam no projeto serão um ruído eterno que vai nos incomodar até o final da história.

Efeitos Especiais: Aqui analisa a qualidade dos efeitos especiais de um filme. Mesmo que não possua efeitos especiais é analisada nessa categoria: cenário, figurino, direção de arte e fotografia.

Direção: Aqui se observa as escolhas feitas pelo diretor, tudo passa pela mão dele, portanto, é culpa dele o filme estar como está. Se os produtores mexeram no trabalho, sinto muito, mas o diretor continua assinando o projeto e é julgado por tal. Aqui também analisa a edição, que se não for bem feita acaba com filmes de ação.

Diversão: A última categoria e talvez a que ajude filmes “ruins”. Porque ela existe? No final das contas estamos analisando filmes de entretenimento e existem alguns que não possuem a pretensão de ser um ganhador do Oscar. Além do mais, filmes de ação em sua maioria não possuem um excelente roteiro, mas possuem vários fãs. Porque eu iria dar um 0 se eles têm suas qualidades em relação a diversão? Por isso existe essa categoria e se um filme não é de ação, mas é bom, com certeza irá divertir da mesma forma.

Agora só não venham perguntar que nota apliquei para cada categoria de um filme!

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Conan, o Bárbaro (Conan)



Muitos estão comparando esse novo Conan (2011) com o filme de 1982 com Arnold Schwazenegger. Temos que encarar que aqui é uma nova proposta, da mesma forma que o filme com o ex-governador da Califórnia foi, porque, quem acha que aquele Conan se parecia com o personagem do autor Robert E. Howard no qual foi baseado, está bem enganado.

Na trama conhecemos Conan (Jason Momoa), nascido na guerra e feito para matar. Desde criança (Leo Howard) mostrou habilidade incríveis para a batalha. Até que um dia sua tribo é dizimada por Zym (Stephen Lang), que busca juntar os pedaços de uma máscara antiga para ressuscitar sua esposa. Conan cresce alimentando essa vingança, bem como aperfeiçoando suas habilidades com a espada para ser digno de usar o artefato criado pelo pai.

O roteiro vocês sabem o que esperar. O que foi a crítica negativa de alguns não me influenciou, o divertido de Conan são as quantidades de vilões que ele tem que estripar, cada um com uma característica diferente, apesar de não serem bem desenvolvidos na interpretação, são melhores aproveitados do que os vilões coadjuvantes de filmes como Electra (2005) e Motoqueiro Fantasma (2007). O que incomoda é o fato de uma não explicação lógica para as tribos não destruírem a máscara, porque se ela foi despedaça poderia muito bem ser destruída, queimada etc.

"Sim, a grande máscara que não dá poder algum! Bwahaahaha!" 

O destaque da produção é do ator Leo Howard, o jovem que faz Conan quando criança rouba a cena do filme, ficamos até imaginando como seria as aventuras de Conan nessa idade. Mas Jason Momoa é um bom Conan? Ele não lembra Khal Drogo, seu personagem na série da HBO Games of Thrones. Ele criou um personagem forte, mas há mais deslizes em sua interpretação do que um equilíbrio do personagem Conan deveria ser. Os vilões estão caricatos, forçados e esquecíveis.

A direção de Marcus Nispel acerta no tom da violência, não exagerando nem saindo de linha. Talvez a cena inicial choque, mas poderia ser bem pior. A montagem é fraca, é decepcionante o trabalho de continuidade do longa. Uma hora o bárbaro está lutando à cavalo em outra ele está perseguindo e dessa vez bem lá atrás do oponente. Não há uma ligação coerente entre as cenas, percebemos que há takes diferentes de uma mesma sequencia.

Com um final totalmente anticlímax, pois a batalha com o Khalar Zym deveria realmente ser uma batalha em um lugar grandioso, Conan consegue ser um filme mais equilibrado que seu antecessor, mas possui vários defeitos provenientes do gênero.

Nota: 6

Rafael Sanzio

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Cowboys & Aliens (Cowboys and Aliens)


Mente aberta. É o que precisa ter para assistir Cowboys & Aliens (2011). Uma das críticas negativas ao filme foi o fato de que ao juntar o gênero western com sci-fi o diretor Jon Favreau não conseguiu agradar a nenhum dos fãs dos dois gêneros. O que acontece aqui é que o filme não é um western e sim um filme de ficção científica, por mais que aconteça no ano de 1873. Dito isso, a boa vontade tem que partir dos fãs do gênero faroeste e engolir as explicações científicas que acontecem durante todo longa-metragem.

Um cowboy (Daniel Craig) acorda no meio do deserto sem ter qualquer memória de quem é ele, possuindo apenas um estranho bracelete de metal em seu pulso. Já na cidade, descobre ser um foragido da lei e entra em confronto com o Coronel Woodrow Dolarhyde (Harrison Ford). Antes que tudo acabe em sangue, alienígenas invadem a cidadezinha e começa o ataque aos seres humanos. Com essa nova ameaça, o Cowboy sem memória precisa lembrar de seu passado e enfrentar essas criaturas do espaço.

Admitindo meu apreço pelo gênero western, posso dizer que a trama em seus momentos iniciais é bem envolvente, com a trilha sonora típica do gênero. É interessante como o roteiro insere os alienígenas em uma primeira aparição misteriosa digna das histórias de abdução alien. Infelizmente o mistério é pouco, não temos tempo de absorver aquelas aparições e nem o clima de faroeste, pois em poucas cenas somos jogados em uma aventura científica com os alienígenas atacando a todo o momento. Passado essa estranheza inicial, nos acostumamos com essa mistura de gêneros (e é preciso se acostumar ou então você pode odiar cada minuto do filme), com os clichês de ambos os lados (aliens com couraça protegendo sua verdadeira forma e personagens típicos de uma trama de faroeste). Difícil é ver algumas forçadas no roteiro para o avanço da história, como a total aceitação imediata do protagonista a uma revelação na trama, não posso dizer sem dar spoiler, mas ficamos com a expressão “vai engolir essa desculpa?!”.

No quesito interpretação Daniel Craig está uma porta em relação a emoção. Harrison Ford mostra seu lado rabugento (que é proveniente de sua personalidade normal) e com momentos emocionantes, bastando uma expressão facial do ator veterano para sabermos o que está acontecendo com o personagem. Outra interpretação que talvez tenha passado despercebida é a do ator Adam Beach (Nat Colorado), o personagem contém uma grande carga emocional , em poucas cenas ele consegue transpor seus conflitos para a tela e suas cenas com Harrison Ford são emocionantes com seus subtextos. Fica ao encargo de Sam Rockwell (Doc) e o padre o alívio cômico do filme. Já Olivia Wilde (Ella Swenson) empresta apenas sua beleza ao longa.

"Caraca, poderiam ter esperado mais um pouco..."

Mas o filme é bom ou ruim? Há uma explicação rasa, mas lógica, para a chance de sucesso da raça humana daquela época contra alienígenas mais desenvolvidos. Fãs do gênero sci-fi vão torcer o nariz, pois a maioria dos filmes de invasão alienígena atuais, o exército americano custa para ganhar, mas lembrem-se, geralmente as invasões da época atual já são em escala total e as infiltrações aliens de reconhecimento da Terra já tinham sido feitas. Já para o clima faroeste, depois de um tempo, fica interessante ver os clichês do gênero inserido nessa loucura espacial.

A trilha sonora de Harry Gregson-Williams fica ao lado do clima de faroeste, funcionando em quase todos os momentos, apenas em algumas sequencias o tom fica “aventuresco” demais, como na cena desnecessária de pulo na aeronave. Talvez ter Indiana Jones no elenco influenciou na escolha dos tons das músicas.

Cowboys & Aliens não é um faroeste, pois ficamos com a sensação estranha durante todo filme que o gênero foi maculado por uma invasão alienígena. Cowboys & Aliens é uma ficção científica, só assim para absorver algumas explicações, mas mesmo assim acredito que os fãs do gênero pensarão “perder para cowboys, como?!”. Entre raios e balas, Cowboys & Aliens pode não ter acertado ninguém.

Nota: 6

Rafael Sanzio